Aconteceu no dia 12/04/09 na IBMS, uma verdadeira celebração da Páscoa.




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30 Abril 2009
Culto da Páscoa
07 Abril 2009
O QUINTO 'AI' DE ISAIAS.
O enunciado do quinto 'AI' de Isaias encontra-se no capítulo 5: 21 de seu livro, e diz: 'Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!'
Não há dúvida de que existem homens e mulheres dotados de sabedoria extraordinária, os quais se sobressaem de maneira incontestável em relação aos demais. Não há dúvida, por outro lado, de que existem alguns, cuja sabedoria é, digamos, 'setorial', muito lhes valendo para alguns aspectos, mas em nada servindo para outros. Não há dúvida também, fato mais sério ainda, de que a sabedoria de alguns chega a ser prejudicial até a quem a detém, de modo que, melhor lhe fora não tê-la, do que tê-la para mau uso.
Falaremos, em poucas linhas, a respeito de Salomão, facultando a cada um as conclusões que achar por bem: Sua sabedoria foi uma dádiva especial de Deus, e foi maravilhosa, por cuja instrumentalidade, inclusive, legou-nos os livros de Provérbios, Eclesiastes e Cantares. Lamentavelmente, Salomão fez mau uso de sua sabedoria em algumas circunstâncias, já que, nem dando-lhe Deus sabedoria, o privou do livre arbítrio. Ao contrário de Davi, que tratava os inimigos da causa como seus inimigos, Salomão casava-se com as filhas de alguns e 'amigava-se' com as filhas de outros deles, expediente do qual se valeu durante toda a sua vida, de modo que, das tantas guerras que teria que fazer, mas não se dando ao trabalho encará-las, partiu para uma política mais 'pacifista-ecumenista', que rendeu-lhe 'paz com setecentos pseudo-sogros e trezentos mais pseudo-sogros ainda' (I Reis 11: 3).
Salomão certamente se gabava de sua sabedoria. E nós, se a tivéssemos, certamente nos gabaríamos também. Salomão certamente se gabava dos feitos de sua sabedoria. De todos os feitos que ele fez, se os tivéssemos feito, não nos gabaríamos. Pelo contrário, teríamos vergonha. Se Salomão tivesse se encontrado com um homem decente, daqueles que falam aos reis com a mesma retidão com que falam aos operários, ouviria repreensões que talvez nunca ouviu. Davi, seu pai, foi ótimo rei, ótimo servo de Deus, mas péssimo pai.
O mal é este: o sábio ser sábio aos seus próprios olhos, e dispensar o conhecimento do que os outros pensam de sua sabedoria. Contraditoriamente, foi ele mesmo quem escreveu que 'seja outro o que te louve, e não a tua boca; o estrangeiro, e não os teus lábios' (Provérbios 27: 2). Como a resistência de uma corda de condições heterogêneas corresponde àquela que ela tem no seu ponto mais fraco, a sabedoria do sábio equivale à que lhe atribui outro e não à que ele próprio atribui. Medalhas e troféus só têm valor se recebidos de outro, que tenha autoridade para no-los dar.
por Pr. Milton
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Não há dúvida de que existem homens e mulheres dotados de sabedoria extraordinária, os quais se sobressaem de maneira incontestável em relação aos demais. Não há dúvida, por outro lado, de que existem alguns, cuja sabedoria é, digamos, 'setorial', muito lhes valendo para alguns aspectos, mas em nada servindo para outros. Não há dúvida também, fato mais sério ainda, de que a sabedoria de alguns chega a ser prejudicial até a quem a detém, de modo que, melhor lhe fora não tê-la, do que tê-la para mau uso.
Falaremos, em poucas linhas, a respeito de Salomão, facultando a cada um as conclusões que achar por bem: Sua sabedoria foi uma dádiva especial de Deus, e foi maravilhosa, por cuja instrumentalidade, inclusive, legou-nos os livros de Provérbios, Eclesiastes e Cantares. Lamentavelmente, Salomão fez mau uso de sua sabedoria em algumas circunstâncias, já que, nem dando-lhe Deus sabedoria, o privou do livre arbítrio. Ao contrário de Davi, que tratava os inimigos da causa como seus inimigos, Salomão casava-se com as filhas de alguns e 'amigava-se' com as filhas de outros deles, expediente do qual se valeu durante toda a sua vida, de modo que, das tantas guerras que teria que fazer, mas não se dando ao trabalho encará-las, partiu para uma política mais 'pacifista-ecumenista', que rendeu-lhe 'paz com setecentos pseudo-sogros e trezentos mais pseudo-sogros ainda' (I Reis 11: 3).
Salomão certamente se gabava de sua sabedoria. E nós, se a tivéssemos, certamente nos gabaríamos também. Salomão certamente se gabava dos feitos de sua sabedoria. De todos os feitos que ele fez, se os tivéssemos feito, não nos gabaríamos. Pelo contrário, teríamos vergonha. Se Salomão tivesse se encontrado com um homem decente, daqueles que falam aos reis com a mesma retidão com que falam aos operários, ouviria repreensões que talvez nunca ouviu. Davi, seu pai, foi ótimo rei, ótimo servo de Deus, mas péssimo pai.
O mal é este: o sábio ser sábio aos seus próprios olhos, e dispensar o conhecimento do que os outros pensam de sua sabedoria. Contraditoriamente, foi ele mesmo quem escreveu que 'seja outro o que te louve, e não a tua boca; o estrangeiro, e não os teus lábios' (Provérbios 27: 2). Como a resistência de uma corda de condições heterogêneas corresponde àquela que ela tem no seu ponto mais fraco, a sabedoria do sábio equivale à que lhe atribui outro e não à que ele próprio atribui. Medalhas e troféus só têm valor se recebidos de outro, que tenha autoridade para no-los dar.
por Pr. Milton
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