Enfim, chegamos ao sétimo e último “ai” de Isaías. Seu enunciado está nos versos de um a cinco, do capítulo seis de seu livro , onde se lê: “No ano da morte do rei Uzias, EU VI O SENHOR, ASSENTADO SOBRE UM ALTO E SUBLIME TRONO, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, com duas cobria os pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é O Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da Sua glória. As bases do limiar se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça. Então, disse eu: AI DE MIM! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio dum povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, O Senhor dos Exércitos”.
Para todos os que têm pelo menos um mínimo de conhecimento da Bíblia, é fato notório que o número seis representa esforço humano, e, portanto, maldição; e o número sete sempre nos remete à perfeição das coisas feitas por Deus. No caso desta série de “ais”, vemos Isaias chegando ao exaustivo sexto “ai”, tentando consertar o mundo, enunciando-lhe “ais” sem medida. Foram seis “ais” em apenas um capítulo da Bíblia. Para sua felicidade, no capítulo seguinte surgiu o sétimo “ai”, em circunstâncias completamente diferentes: Enquanto que nos seis primeiros “ais”, utilizou-se do dedo indicador, para apontar para outras pessoas, no enunciado do sétimo “ai”, utilizou-se do polegar, voltado para ele mesmo. Já vira muita coisa na vida de todo mundo, mas, então, viu algo muito sutil em sua própria vida: ele também merecia um “ai”. E qual seria o seu pecado? É que ele chegou à conclusão de que ele era um homem de lábios impuros.
Isaías era profeta dO Senhor, já tinha algum tempo que estava no exercício de seu ministério, mas nunca tivera a oportunidade de ver O Senhor. Tal fato é muito comum na vida de profetas de Deus em todos os tempos. Só que isto não deve intimidá-los quanto a profetizar para todos. Deve, isto sim, lembrá-los de profetizar para os outros, mas também de profetizar para si mesmos. É que o profeta de Deus, não é profeta porque seja alguém melhor do que os demais. Ele é profeta, deve profetizar, mas tendo em mente que ele próprio não é isento de “ais”. É como o médico, que cura as outras pessoas, mas às vezes também adoece. Particularmente, temos até alguma satisfação em constatar falhas na vida dos profetas de Deus, no particular detalhe de que, só assim nos convencemos de que só Deus é perfeito.
Quando finalmente Isaías viu O Senhor, disse “ai de mim”. Deus é como um espelho, do qual, na medida em que nos aproximamos, podemos ver com mais clareza os nossos próprios defeitos. Como há muitas pessoas que “nunca vão ao espelho”, nunca se verão em tal circunstância.
por Pr. Milton
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Para todos os que têm pelo menos um mínimo de conhecimento da Bíblia, é fato notório que o número seis representa esforço humano, e, portanto, maldição; e o número sete sempre nos remete à perfeição das coisas feitas por Deus. No caso desta série de “ais”, vemos Isaias chegando ao exaustivo sexto “ai”, tentando consertar o mundo, enunciando-lhe “ais” sem medida. Foram seis “ais” em apenas um capítulo da Bíblia. Para sua felicidade, no capítulo seguinte surgiu o sétimo “ai”, em circunstâncias completamente diferentes: Enquanto que nos seis primeiros “ais”, utilizou-se do dedo indicador, para apontar para outras pessoas, no enunciado do sétimo “ai”, utilizou-se do polegar, voltado para ele mesmo. Já vira muita coisa na vida de todo mundo, mas, então, viu algo muito sutil em sua própria vida: ele também merecia um “ai”. E qual seria o seu pecado? É que ele chegou à conclusão de que ele era um homem de lábios impuros.
Isaías era profeta dO Senhor, já tinha algum tempo que estava no exercício de seu ministério, mas nunca tivera a oportunidade de ver O Senhor. Tal fato é muito comum na vida de profetas de Deus em todos os tempos. Só que isto não deve intimidá-los quanto a profetizar para todos. Deve, isto sim, lembrá-los de profetizar para os outros, mas também de profetizar para si mesmos. É que o profeta de Deus, não é profeta porque seja alguém melhor do que os demais. Ele é profeta, deve profetizar, mas tendo em mente que ele próprio não é isento de “ais”. É como o médico, que cura as outras pessoas, mas às vezes também adoece. Particularmente, temos até alguma satisfação em constatar falhas na vida dos profetas de Deus, no particular detalhe de que, só assim nos convencemos de que só Deus é perfeito.
Quando finalmente Isaías viu O Senhor, disse “ai de mim”. Deus é como um espelho, do qual, na medida em que nos aproximamos, podemos ver com mais clareza os nossos próprios defeitos. Como há muitas pessoas que “nunca vão ao espelho”, nunca se verão em tal circunstância.
por Pr. Milton













