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11 Novembro 2009

ORAÇÃO DO PAI NOSSO - parte 3

Dando continuação às reflexões sobre a Oração do “Pai Nosso”, hoje examinaremos a expressão “que estás nos céus”. Dentro da parte inicial do contexto: “Pai Nosso, que estás nos céus”.

Já dissemos, em outra reflexão, que Deus poderia ter estabelecido níveis os mais diferentes de relação para conosco, mas aprouve-Lhe, por Sua infinita bondade e misericórdia, estabelecer também, entre outros, e de modo nitidamente preferencial, a relação “Pai e filhos”.

Pessoalmente, perdemos nosso pai biológico quando tínhamos seis meses de idade. Na ocasião, ele não morreu. Apenas decidiu morrer para nós, filhos. Ausentou-se de casa, deixando nossa mãe com cinco filhos pequenos, lavando roupa de dia e fazendo sabão pelas madrugadas, para nos sustentar. Tal mal – daqueles que nalgum momento vêm para bem, nos ensejou a vida de trabalho a partir dos oito anos, e aos dez ou doze anos já tínhamos inclusive um empregado. Quanto a ele, o nosso pai biológico, continuou a viver – morto vivo – por mais uns oito anos, até de fato se finar. Carregamos o desconforto da orfandade até os nossos vinte e um anos, imaginando que tínhamos um problema para o qual não existia solução. Mas, numa bela noite de domingo, 19 de junho de 1.966, ouvimos uma pregação, entendemos o recado, “e recebemos O Nosso Criador para ser também O Nosso Pai
. De lá para cá, temos aprendido muito A Seu respeito. Uma coisa muito importante que aprendemos é que, embora Ele seja Pai Nosso, temos, no entanto, que ter bem entendido, por outro lado, que “está nos céus”.

A que isto nos remete? A pensar que, como amebas nunca voam nas alturas como as águias, pessoas amantes dos vícios e mazelas nunca entendem a mente brilhante de sábios como Einstein, mentes naturais jamais podem se deliciar dos arcanos de que os espirituais se abeberam diariamente, nunca nos igualaremos e nem tanto nos assemelharemos a Deus. Ele É Deus e nós, reles seres humanos. A distância moral entre Ele e nós, é infinitamente maior que a diferença também moral e até de DNA existente entre os humanos e os seus benquistos símius e até os ratos.

Aprendemos de longa data que não se estala dedos para cachorro achatado no chão, levantando poeira com o balançar frenético de seu rabo. Ele certamente saltará sobre nós, lançando suas patas na nossa roupa branca, porque não tem noção da medida do comportamento que deve ter. Temos visto que muitas pessoas escutaram algum estalo de dedos por aí, e pensaram que poderiam saltar nos peitos dO Nosso Deus, inclusive chamando-O de “cara”, “homem lá de cima”, “brother”, ou coisa parecida.

A Bíblia diz, a respeito dO Pai, que “Deus não é homem”. Graças, assim, pela deferência da paternidade, e todo cuidado para não estrapolarmos.

por Pr. Milton de Oliveira

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