05 Novembro 2009

OPORTUNIDADES! SÓ UM SALTO DE FÉ VIABILIZA ALGUMAS DELAS.

Certa vez, assistimos um filme que, tomamos a liberdade de recomendar a quem porventura ainda não o assistiu. Seu título é “Papillon”, se não nos falha a gramática. Sem querer estragar desde já o seu possível programa de assisti-lo, vemo-nos na circunstância de adiantar que, o ator principal, recluso numa ilha-presídio, observou que a cada série de tantas ondas, vinha uma onda mais forte, que batia contra os rochedos e voltava até desaparecer em alto mar. Presidiário que era, com tempo à vontade para pensar o que quisesse, dedicou muitos dias para contar e recontar as ondas de cada série, e observar o espetáculo, digamos, da regularidade invariável da sétima onda, que voltava sempre, até desaparecer no horizonte.

Nascido para a liberdade, o que é próprio de todos os seres viventes, passou a sonhar com a possibilidade de estar “na crista duma daquelas ondas”, para ser levado à liberdade, só encontrável em terras continentais. Passou a compartilhar suas observações com um colega de presídio, o qual achava temerária tal empreitada, não se animando a enfrentá-la com seu amigo sonhador. A convicção daquele primeiro presidiário foi aumentando, de que por aquele meio poderia escapar de sua condenação perpétua, de tal modo que, finalmente, se consubstanciou numa decisão firme: Iria saltar daquele alto penhasco, para ser engolfado por aquela “onda maravilhosa”, que o conduziria à sonhada e verdadeira vida reservada aos humanos. No dia do salto mais importante de sua vida – pois seria para a liberdade ou para a morte – teve a companhia de seu amigo, que temia que o número de ondas daquela série fosse porventura diferente, e ao invés de ver seu amigo ser levado pela “onda maravilhosa”, o visse ser massacrado pelas outras ondas contra os rochedos tão inertes quanto mortais que ali havia. O sonhador fez a última contagem de ondas, despediu-se do amigo, e corajosamente saltou. Seu amigo viu o quadro mais impressionante de sua vida: Tal qual aquele seu amigo imaginara, veio a grande onda, tomou-o em sua crista, e levou-o até perder-se de vista. O último quadro, apenas nós espectadores do filme vimos: aquele homem caminhando calma e livremente, pelas ruas de uma grande metrópole continental.

Muitas pessoas, das quais, umas religiosas, bondosas e com tantos outros predicados, mas, lamentavelmente reclusas no pecado e na condenação eterna, deram um dia o seu grande salto “para a onda maravilhosa a quem chamamos de Jesus”. Hoje em dia, são muitos e muitos, em todo o mundo, na crista desta onda, sendo levados dia a dia à plena liberdade, enquanto outros já se encontram se deliciando da paz da praça de ouro existente no melhor dos continentes – o céu – conforme nos revela Apocalipse 21: 18, 21. Melhor um salto no penhasco da fé, que a prisão perpétua das tradições humanas.

por Pr. Milton de Oliveira

1 comentários:

Filipe Rodrigues disse...

As mensagens do pastor, sempre são muito edificantes. Vale a pena ler!

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