Hoje daremos início a uma série de reflexões sobre a oração dO Pai Nosso, conhecida e reconhecida por todos os cristãos, de todos os tempos, lugares e culturas, como o modelo universal de oração. Examinaremos o assunto, como tanto gostamos, expressão por expressão, de cujo modo podemos sempre extrair muito mais para o nosso aprendizado.
Quando Deus criou todas as coisas, e especialmente o ser humano, estabeleceu para cada criação critérios próprios que, na verdade, poderiam ser completamente diferentes dos que vieram a ser firmados. Um exemplo disso é a relação que poderia ter estabelecido entre Si e o homem. Tenhamos em mente, inclusive, que, na verdade, há diferentes modos de relacionamento recíproco entre Deus e o homem, como, por exemplo, (1) Criador e criatura, o mais elementar, (2) Salvador e redimido, de conotação simplesmente salvífica, (3) Senhor e servo, estabelecedor de novos propósitos de vida (4) Deus e adorador, que já interfere pesadamente na qualidade de vida (5) Amigo e amigo – e aqui surge a figura do santo, etc.
Mas há uma relação, à parte de todas as outras, que se sobrepõe ao bloco que elas formam, e até permeia a vida do homem na sua trajetória por todas as formas de relacionamento acima: É a relação “Pai e filho”.
Em tempo, a diferença entre Deus e o homem - embora cônscios de que este foi feito à imagem e semelhança de Deus, coisa da qual ninguém precisa nos lembrar - é infinitamente maior que a diferença entre, por exemplo, o homem e o rato, cujos DNAs a ciência nos poupa do trabalho de afirmar, que guardam semelhanças acima da casa dos noventa e cinco por cento. Nem parece verdade, mas Deus não errou, nem na medida das semelhanças e diferenças do nosso DNA para com o dEle e nem na medida das semelhanças e diferenças do nosso DNA para com o do rato. E nem errou, como que cometendo algum engano, em “nos adotar como filhos”. Aliás, filhos adotivos, que é o que somos em relação a Deus (Gálatas 4: 5), hão que ser mais amados, porque terá havido, no processo da adoção, a opção de não ser pretendida. Se a filiação é natural, genética, não há como escolher.
Deus, digamos, foi no orfanato, achou-nos lá, “sem pai e sem mãe”, feios, barrigudos e subnutridos, e nos adotou. Que privilégio extraordinário, quando cruzamos os portais da orfandade para nos tornarmos filhos de Deus.
É por isso que o arqui-inimigo de Deus, através dos seus subservientes “costumes”, órgãos governamentais e institutos legais, tenta, por tudo, deturpar a figura do pai. Pai, que já chegou a ponto de não valer coisa alguma, chegará a ponto de ter valor totalmente negativo, de modo a precisar ser banido. Deus, porém, ainda que meneando Sua cabeça, por causa dos nossos desatinos, ama-nos, espera-nos, continua querendo abençoar-nos, pois É PAI!
por Pr. Milton de Oliveira
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Quando Deus criou todas as coisas, e especialmente o ser humano, estabeleceu para cada criação critérios próprios que, na verdade, poderiam ser completamente diferentes dos que vieram a ser firmados. Um exemplo disso é a relação que poderia ter estabelecido entre Si e o homem. Tenhamos em mente, inclusive, que, na verdade, há diferentes modos de relacionamento recíproco entre Deus e o homem, como, por exemplo, (1) Criador e criatura, o mais elementar, (2) Salvador e redimido, de conotação simplesmente salvífica, (3) Senhor e servo, estabelecedor de novos propósitos de vida (4) Deus e adorador, que já interfere pesadamente na qualidade de vida (5) Amigo e amigo – e aqui surge a figura do santo, etc.
Mas há uma relação, à parte de todas as outras, que se sobrepõe ao bloco que elas formam, e até permeia a vida do homem na sua trajetória por todas as formas de relacionamento acima: É a relação “Pai e filho”.
Em tempo, a diferença entre Deus e o homem - embora cônscios de que este foi feito à imagem e semelhança de Deus, coisa da qual ninguém precisa nos lembrar - é infinitamente maior que a diferença entre, por exemplo, o homem e o rato, cujos DNAs a ciência nos poupa do trabalho de afirmar, que guardam semelhanças acima da casa dos noventa e cinco por cento. Nem parece verdade, mas Deus não errou, nem na medida das semelhanças e diferenças do nosso DNA para com o dEle e nem na medida das semelhanças e diferenças do nosso DNA para com o do rato. E nem errou, como que cometendo algum engano, em “nos adotar como filhos”. Aliás, filhos adotivos, que é o que somos em relação a Deus (Gálatas 4: 5), hão que ser mais amados, porque terá havido, no processo da adoção, a opção de não ser pretendida. Se a filiação é natural, genética, não há como escolher.
Deus, digamos, foi no orfanato, achou-nos lá, “sem pai e sem mãe”, feios, barrigudos e subnutridos, e nos adotou. Que privilégio extraordinário, quando cruzamos os portais da orfandade para nos tornarmos filhos de Deus.
É por isso que o arqui-inimigo de Deus, através dos seus subservientes “costumes”, órgãos governamentais e institutos legais, tenta, por tudo, deturpar a figura do pai. Pai, que já chegou a ponto de não valer coisa alguma, chegará a ponto de ter valor totalmente negativo, de modo a precisar ser banido. Deus, porém, ainda que meneando Sua cabeça, por causa dos nossos desatinos, ama-nos, espera-nos, continua querendo abençoar-nos, pois É PAI!
por Pr. Milton de Oliveira
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