Na semana passada, estivemos refletindo sobre o título acima. Na verdade, no desejo de estudar dita oração, expressão por expressão, naquela ocasião, refletimos sobre A Pessoa de Deus, apenas conquanto “Pai”.
Hoje, avançando um pouco, vê-La-emos, conquanto “Pai Nosso”. Uma coisa é Deus ser apenas Pai (não sabemos de quem); outra coisa, completamente diferente, é Ele ser Pai Nosso.
Quando éramos criança, por exemplo, a irmã de um nosso amigo tinha feito uma viagem incomum para aqueles tempos, e estava com data certa para retornar. Com a euforia de nosso amigo, pela chegada de sua irmã Anita, que certamente lhe traria presentes, “embarcamos na mesma empolgação”, ficando certos de que Anita traria presentes para nós também. Na chegada da viajante ilustre, lá estávamos, prontos para recebê-la e carregar as pesadas malas para dentro de sua casa. Foi uma alegria geral no seio daquela família, onde, criança que éramos, já dissemos, passávamos grande parte do dia com nosso amigo Nelsinho, alternando ambos entre sua e a nossa casa. Alguns minutos depois, após as primeiras notícias e as admiradas fotos em preto e branco, mais parecendo troféus, Anita anunciou a abertura das malas, para passar à entrega dos presentes. Foram presentes “pra pai”, como diziam; presentes “pra mãe”, também; presentes “pra A, B, C, e, naturalmente que, para o Nelsinho, nosso amigo”. Terminadas as entregas, que evidentemente não incluíram a nossa pessoa, ela, bondosa como era, mas sem nem perceber os nossos olhos ávidos, fechou as malas, suspirou fundo, dando a entender claramente que encerrara aquela “sessão de presentes”.
Foi uma decepção muito grande para nós, que, aproveitando a primeira oportunidade, saímos dali e fomos para casa sozinho. Embora muito criança, pudemos entender as conseqüências da falta de parentesco para com Anita.
Alguns, se parecem filhos de Deus, e não o são; outros, nem tanto parecem, e o são. Como o assunto nem tão simples é, melhor não presumirmos que somos o que os outros não são, e vice versa. Certo dia, enquanto um sacerdote com todos os ares de piedade via o altar do santo dos santos ser rasgado bem a sua frente e na hora da sua ministração sacudida por um terremoto, como que advertindo-o de que ele e a solenidade por ele conduzida estavam sendo recusados por Deus, um malfeitor declarado e sentenciado, que passara toda a vida roubando, bem ao soar do “último gongo”,era salvo e herdava o reino dos céus, já pendurado numa cruz de onde não desceria vivo.
Pelo sim, pelo não, já que “cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus” (Romanos 14), melhor cada um considerar que Deus é Pai Nosso, e não unicamente de quem quer quer seja. Ele jamais se torna propriedade de algum pretensioso religioso ou não, daqueles que ousam chamá-Lo de “Meu Pai”.
por Pr. Milton de Oliveira
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Veja a primeira mensagem: ORAÇÃO DO PAI NOSSO
Hoje, avançando um pouco, vê-La-emos, conquanto “Pai Nosso”. Uma coisa é Deus ser apenas Pai (não sabemos de quem); outra coisa, completamente diferente, é Ele ser Pai Nosso.
Quando éramos criança, por exemplo, a irmã de um nosso amigo tinha feito uma viagem incomum para aqueles tempos, e estava com data certa para retornar. Com a euforia de nosso amigo, pela chegada de sua irmã Anita, que certamente lhe traria presentes, “embarcamos na mesma empolgação”, ficando certos de que Anita traria presentes para nós também. Na chegada da viajante ilustre, lá estávamos, prontos para recebê-la e carregar as pesadas malas para dentro de sua casa. Foi uma alegria geral no seio daquela família, onde, criança que éramos, já dissemos, passávamos grande parte do dia com nosso amigo Nelsinho, alternando ambos entre sua e a nossa casa. Alguns minutos depois, após as primeiras notícias e as admiradas fotos em preto e branco, mais parecendo troféus, Anita anunciou a abertura das malas, para passar à entrega dos presentes. Foram presentes “pra pai”, como diziam; presentes “pra mãe”, também; presentes “pra A, B, C, e, naturalmente que, para o Nelsinho, nosso amigo”. Terminadas as entregas, que evidentemente não incluíram a nossa pessoa, ela, bondosa como era, mas sem nem perceber os nossos olhos ávidos, fechou as malas, suspirou fundo, dando a entender claramente que encerrara aquela “sessão de presentes”.
Foi uma decepção muito grande para nós, que, aproveitando a primeira oportunidade, saímos dali e fomos para casa sozinho. Embora muito criança, pudemos entender as conseqüências da falta de parentesco para com Anita.
Alguns, se parecem filhos de Deus, e não o são; outros, nem tanto parecem, e o são. Como o assunto nem tão simples é, melhor não presumirmos que somos o que os outros não são, e vice versa. Certo dia, enquanto um sacerdote com todos os ares de piedade via o altar do santo dos santos ser rasgado bem a sua frente e na hora da sua ministração sacudida por um terremoto, como que advertindo-o de que ele e a solenidade por ele conduzida estavam sendo recusados por Deus, um malfeitor declarado e sentenciado, que passara toda a vida roubando, bem ao soar do “último gongo”,era salvo e herdava o reino dos céus, já pendurado numa cruz de onde não desceria vivo.
Pelo sim, pelo não, já que “cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus” (Romanos 14), melhor cada um considerar que Deus é Pai Nosso, e não unicamente de quem quer quer seja. Ele jamais se torna propriedade de algum pretensioso religioso ou não, daqueles que ousam chamá-Lo de “Meu Pai”.
por Pr. Milton de Oliveira
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Veja a primeira mensagem: ORAÇÃO DO PAI NOSSO










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