29 Junho 2009

DESTINOS À VONTADE

Ontem estivemos meditando em Efésios 1: 3-5, onde a Palavra de Deus diz: "Bendito O Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele, e em amor nos predestinou para ele, para adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade".

Especialmente aqui, gostaríamos de destacar uma pequena parte do trecho citado, onde diz, como já vimos, "nos escolheu nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele".

É fato notório que, quando o primeiríssimo homem do mundo – Adão – foi criado, Deus já sabia, não somente tudo sobre ele, como também tudo sobre todos os homens que depois haveriam de nascer, inclusive já sabia qual será o último homem a nascer no planeta, de que sexo, nacionalidade, cor, condição social e tudo o mais. Sabia, como sabe, o ano, mês, dia e horário em que nascerá. Sabia, e sabe, que depois dele, ninguém mais nascerá na Terra.

Entra em pauta um assunto que gera muitas discussões: o destino!

E é aqui que precisamos entrar, com a Palavra de Deus, para dizer qual a verdade a tal respeito: Deus, ao criar o homem – e, mais abrangentemente falando – ao criar cada homem, traçou-lhe, sem dúvida, um destino, um caminho, um modo de viver. Mas Maravilhoso e Perfeito que é, não negou o livre arbítrio a ningueém, pelo que, ainda que existindo um caminho – da parte de Deus – traçado para cada homem, também permitiu, como permite, que cada um faça sua escolha pessoal.
Qualquer um de nós sabe que o mundo está repleto de caminhos e descaminhos, atalhos e "quebradas", todos freqüentados por alguém. Cada um faz sua trajetória e segue por ela. Só escolhe, evidentemente, o caminho a que ela leva. O ponto de chegada, é pura conseqüência. Ora, quem pegar a estrada para o Rio de Janeiro não poderá mesmo pretender chegar a Brasília. Escolhe-se a estrada, arca-se com o ônus da escolha, e chega-se onde ela leva.

Assim, notamos que aquela bênção maravilhosa de trilhar o caminho certo, que leva "ao porto desejado" (Salmo 107:30), está disponível a cada um, ao lado, é certo, de tantos descaminhos, atalhos e quebradas, pelos quais a mesma pessoa pode escolher, se quiser. Deus gostaria muito que todos entrássemos pelo seu caminho, mas não nos força a tal. Nada forçado é bom.

Certo louco, que escapou do hospício em uma capital do Brasil, sendo perseguido pelos funcionários do nosocômio, que, na verdade, queriam salvá-lo, saltou num rio repleto de plantas aquáticas, que nem o deixavam nadar nem o sustentavam. Assim, morreu como escolheu, "dando bananas" para quem queriam salvá-lo.

por Pr. Milton

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